Histórico

Porto do Maranhão e de todos nós

O Porto do Itaqui foi administrado pela Companhia Docas do Maranhão (Codomar), subordinada ao governo federal, no período de 1973 até 2001. Em 1° de fevereiro de 2001, por meio do Convênio de Delegação n° 016/00 assinado entre o Ministério dos Transportes e o Governo do Estado do Maranhão, o Porto do Itaqui passou a ser gerenciado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP.


A criação da EMAP proporcionou ao Itaqui um novo estágio de desenvolvimento em operação, qualidade, desenvolvimento de pessoas e oportunidade de negócios. Suas conexões com importantes ferrovias, como a Estrada de Ferro Carajás, que se interliga com a Ferrovia Norte-Sul e Transnordestina fazem do Itaqui um corredor importante para o Centro-Oeste do Brasil. São mais de 20 milhões de hectares de hinterlândia (área economicamente servida pelo porto), 2.550 km de ferrovias, 55 quilômetros de rodovias estaduais e federais a partir da BR-135.


Além de vantagens geográficas, o porto está localizado na região conhecida como MATOPIBA, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a terceira e última fronteira agrícola do país. Mais que eficiência multimodal, o Itaqui segue crescendo também em infraestrutura, com as operações do Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM). Para acompanhar esse crescimento a EMAP anuncia a realização de dois grandes projetos: um terminal de cargas gerais, para operações com celulose, e um terminal de fertilizantes – do programa de licitação do Governo Federal. Foram entregues em 2017 um berço e pátio de contêineres e o sistema de combate a incêndio na área primária, todos com recursos próprios.


Na contramão da crise – 2016 e 2017

Em 2017 começou a temporada de investimentos no Porto do Itaqui, com R$ 38 milhões, entre recursos próprios (R$ 33 milhões) e privados (R$ 5 milhões) para serviços de infraestrutura, segurança e ampliação previstos no Plano de Investimentos. O pacote de obras entregues contou com a revitalização do sistema de combate a incêndio (berço 100 a 108), instalações complementares para operacionalização do berço 108 (sistemas elétrico, sanitário e dutagem), unidade de segurança pública, nova cobertura da Receita Estadual e melhorias no acesso principal do Terminal da Ponta da Espera; novo sistema de iluminação da área primária. As obras do novo terminal do Cujupe, iniciadas em 2017, serão concluídas em 2018.


De acordo com o balanço de operações de 2017, o Porto do Itaqui movimentou 19,1 milhão de toneladas de cargas, o que representa um crescimento de 13% em relação a 2016. Em receitas operacionais a EMAP cresceu 24% sobre 2016, obtendo lucro líquido de R$ 51,6 milhões.


Mesmo com a quebra de safra em 2016, o Porto do Itaqui fechou aquele ano com 16,9 milhões de toneladas de cargas operadas e lucro líquido de R$ 43 milhões.


Até 2018 serão investidos cerca de R$ 255 milhões, divididos entre recursos gerados pelo caixa da empresa, recursos federais e privados. A atividade portuária a partir do Itaqui gera aproximadamente 14 mil empregos diretos e indiretos e alimenta diversas cadeias produtivas no estado e ao longo de sua área de influência. Além disso, os negócios movimentados pelo Porto do Itaqui são responsáveis por cerca de 35% do ICMS arrecadado no Maranhão.


Virada histórica – 2015

2015 foi o ano da virada, marcado por profundas transformações no modelo de gestão da EMAP, o que trouxe eficiência administrativa e redução de custos aliados a lucratividade, crescimento e recorde operacional histórico.


O Porto do Itaqui cresceu 21% em movimentação de cargas em 2015 e fechou o ano com recorde histórico de 21,8 milhões de toneladas. Entre os fatores que contribuíram para a performance estão a revisão dos processos administrativos e operacionais da empresa, a padronização e melhoria de equipamentos para carga e descarga de granéis sólidos e a entrada em operação do Terminal de Grãos do Maranhão, o Tegram. Nos terminais externos – onde circularam 1,8 milhão de pessoas e 371,5 mil veículos em 2017 – também houve grandes transformações. Como autoridade portuária, responsável pela segurança e infraestrutura nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, a EMAP empreendeu esforços para regulamentar o serviço de transporte aquaviário no Maranhão. Com a criação da Agência Estadual de Transporte Aquaviário e Mobilidade Urbana (MOB), o serviço foi regulamentado.


Inúmeras melhorias foram implantadas nos dois terminais, como a instalação de uma unidade do Juizado de Menores, sistema de informação em circuito fechado de televisão, embarque preferencial (van para transporte de pessoas com mobilidade reduzida) e estratégia de ordenamento de fluxo de veículos e passageiros em períodos de grande movimentação. A ação reduziu a espera e melhorou o atendimento. Além disso, foi instalado serviço de internet gratuita aberta a todos os usuários nos dois terminais.


O estado do Maranhão recebeu de volta o Terminal do Porto Grande, que vinha sendo utilizado irregularmente por uma empresa privada. E em São José de Ribamar a EMAP também atuou, entregando à prefeitura o projeto de requalificação do Cais do município.